quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Referências Bibliográficas do Post Anterior

VASCONCELOS, Ana Lúcia. A Dialética da Moda. Disponível em: <http://www.saldaterraluzdomundo.net/cultura_centrosculturais.htm>. Acesso em: 02 out. 2010.

VOGUE (Estados Unidos). Spring 2009 Ready-to-Wear. Disponível em: <http://www.style.com/fashionshows/complete/slideshow/S2009RTW-CKLEIN/>. Acesso em: 02 out. 2010.

MACHADO, Lili. A evolução da indumentária pela visão dos grandes mestres da pintura: Contexto histórico do Neoclassicismo. Disponível em: <http://lilimachado.wordpress.com/2008/10/14/contexto-historico-do-neoclassicismo/>. Acesso em: 02 out. 2010.

LIMA, Laura Ferraza. Moda além do óbvio: Maria Antonieta entre o rococó e a Revolução. Disponível em: <http://www.modamanifesto.com/index.php?local=detalhes_moda&id=249>. Acesso em: 02 out. 2010.

A HISTÓRIA da arte: Época do Rocóco. Disponível em: <http://aventeurasnarte.blogspot.com/2010_06_01_archive.html>. Acesso em: 02 out. 2010.

AMANDA ZACARKIM (São Paulo). Calvin Klein. Disponível em: <http://manequim.abril.com.br/moda/editorial/looks-inspirados-no-estilo-da-grife-calvin-klein-529975.shtml>. Acesso em: 02 out. 2010.

MAZZINI, Priscila; ABREU, Nayara; S., Ana. Moda é conhecimento: Minimalismo. Disponível em: <http://modaconhecimento.blogspot.com/2009/06/minimalismo.html>. Acesso em: 02 out. 2010.

CALVIN Klein Disponível em: <http://www.riquissimos.com.br/calvin-klein/>. Acesso em: 02 out. 2010.

CARRION, Wellington. Minimalismo. Disponível em: <http://imasters.com.br/artigo/4271/teoria/minimalismo/>. Acesso em: 02 out. 2010.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Análise de imagens e crítica estética a partir do quadro de valores estéticos clássicos

Imagem 1












MARIA ANTONIETA


A imagem retrata Maria Antonieta de Habsburgo, que foi arquiduquesa da Áustria e rainha consorte do imperador da França, de 1774 até a Revolução Francesa, em 1789. Ela viveu no século XVIII, nasceu em meados do século e morreu em conseqüência da Revolução Francesa.
Desde o momento em que Maria Antônia, a arquiduquesa de 14 anos nascida na Áustria, chegou à França para se casar com o herdeiro do trono Bourbon, questões de vestuário e aparência provaram-se centrais para a sua existência.

Como futura rainha, e mais tarde a rainha reinante, um rígido protocolo governava muito do que ela vestia como vestia, quando vestia e até quem a vestia.

A Rainha identificou na moda um trunfo para sua luta pelo prestígio social, já que muitos franceses odiavam a rainha por esta ser austríaca e pelas suas maneiras frívolas. Até certa medida, essa estratégia não era nova, o Rei Sol, Luís XIV, havia promovido suas pretensões absolutistas em parte mediante a adoção de trajes tão imponentes e assombrosos que os espectadores tinham pouca escolha senão admitir sua supremacia.


Reclusos na vida da corte, tanto Luís XVI quanto Maria Antonieta não foram incentivados a conhecer mais sobre o que acontecia no mundo iluminista, sobre a realidade, sobre os problemas do país. Apesar do esclarecimento da época, a monarquia ainda era vista como algo divino, independente da vontade dos súditos. Por isso a recusa do rei, até o final, em aceitar uma constituição e uma posição menos poderosa nessa nova forma de governo. Por conta dessa teimosia, tanto ele quanto a rainha acabaram sendo acusados e executados como traidores da França.
A imagem de Maria Antonieta, denegrida durante a Revolução Francesa, foi reabilitada após sua morte.


ESTILO ROCOCÓ



O período foi marcado pelo rococó. Ainda que o termo tenha sido utilizado de forma depreciativa no século XIX, por ser comparado com excessos e frivolidades, hoje se refere a um estilo artístico representativo da cultura francesa. A cultura responsável pelo estilo rococó se caracterizava pela busca do prazer pessoal. Isso incluía também a indumentária que nessa época foi elevada à categoria de arte. Este estilo de vestir dividiu-se em duas direções opostas, uma da estética artificial e outra que manifestava um desejo de retorno à natureza.
Para as mulheres o espírito essencial da moda rococó residia na elegância, no refinamento e nos enfeites.  Todo esse esplendor rococó, nos detalhes, nos motivos ligados à natureza se traduz numa moda de exageros requintados.




Análise da imagem 1 e crítica estética a partir do quadro de valores estéticos clássicos:



O traje de Maria Antonieta exibe uma exuberância assimétrica e com a presença de movimento,
apesar do visível exagero, busca a delicadeza. A vestimenta é composta por um corpete justo e uma saia extremamente armada. Mostra um abandono das hierarquias estéticas preconizada pela herança clássica, procurando fugir das linhas e dos ângulos retos, com arabescos rebuscados e assimetria na ornamentação. As cores são claras, com tons pastéis e certo douramento, as linhas são curvas, orgânicas e apresentam um caráter mais lúdico. O realismo clássico cede lugar a uma visão emocional. Como resultado, as inclinações do período tendem para o humano e o sentimental, para pessoas comuns, com suas fraquezas, e que buscavam o prazer (hedonismo). Podem ser verificadas no traje várias texturas suaves (sedas, brocados) e motivos florais para dar vazão ao gosto pela natureza.
De acordo com uma análise baseada nas teorias platônicas, o traje é uma cópia, uma imitação de um ideal concebido no mundo das ideias. A beleza é inexistente, por tratar-se de uma imitação da natureza, com toda a sua artificialidade, impregnados pela interferência e participação do juízo humano.
Na visão aristotélica a beleza é inerente ao homem, porém depende de critérios como: Simetria, proposição e ordenação, harmonia ou ordem, grandeza e proporção, critérios esses que não se relacionam com a estética do estilo Rococó e não são encontrados no traje analisado de Maria Antonieta.

Imagem 2


CALVIN KLEIN

A imagem refere-se ao desfile da Calvin Klein na semana de moda de Nova Iorque, Primavera - Verão 2009.
A marca americana apresenta uma moda minimalista de corte simples e de cores neutras. O estilista Calvin Klein (nome completo: Calvin Richard Klein) nasceu no bairro do Bronx, o mais pobre de Nova York, em 19 de novembro de 1942, filho de pais judeus que imigraram da Hungria.


Calvin se formou numa escola técnica de Artes e iniciou, mas não concluiu o curso superior de Moda em Nova York. Seu talento foi cedo reconhecido pelo Barão de Gunzburg, que foi editor de revistas importantes como Vogue e Harper’s Bazaar. Graças ao apoio do Barão, a grife Calvin Klein, criada em 1968, logo se tornou popular entre a elite americana.
A marca Calvin Klein abrangeu diversos produtos, incluindo alta costura feminina, jeans, roupas íntimas masculinas e femininas, perfumes, roupas de cama; para cada produto, uma nova divisão da marca foi criada, resultando em Calvin Klein, ck Calvin Klein, Calvin Klein Jeans, Calvin Klein Home, etc.

Em 2002, a marca Calvin Klein foi vendida para a multinacional americana PVH Phillips-Van Heusen por aproximadamente US$ 400 milhões; atualmente, a direção de criação da marca cabe ao brasileiro Francisco Costa.  









MINIMALISMO











O Movimento Minimalista marcou profundamente a base da criatividade dos artistas do século XX. É o símbolo do essencial, utilizado principalmente nas artes visuais, design em geral e música. O Minimalismo traz consigo fortes heranças do Construtivismo Russo que, através da experimentação formal, procurava uma linguagem universal da arte, passível de ser absorvida por toda a humanidade.
O minimalismo hoje se mostra presente também no raciocínio lógico da programação, tableless e demais áreas da informática. A necessidade de reduzir linhas e manter a mesma imagem é também um ato simples de minimalismo.


O minimalismo é uma das correntes mais antigas da moda, caracteriza-se basicamente por cores

O minimalismo é uma das correntes mais antigas da moda, caracteriza-se basicamente por cores sóbrias e poucos detalhes. Aparentemente a roupa minimalista é uma roupa simples, mas não é. A peça minimalista tem cortes estruturados e precisam ter um design perfeito.
Na moda, os estilistas minimalistas, são conhecidos por seu impecável trabalho de modelagem e primazia no corte e acabamentos. Os tecidos são quase sempre tecidos tecnológicos.Os estilistas que possuem essas características são, por exemplo: Yohji Yamamoto, Jill Sander, Andre Courréges, Mary Quant, Martin Margiela e Lanvin.

Análise da imagem 2 e crítica estética a partir do quadro de valores estéticos clássicos:

O vestido da coleção primavera/verão 2009 é formado por linhas puras minimalistas e com rigor geométrico, quase quadrado, com volumes arquitetônicos bem estruturados. Fica nítida a perfeição e precisão do corte e da montagem da roupa, com simetria e proporcionalidade, trabalhando alicerces como formas, acabamento e modelagem, que necessitam e expressam extrema racionalidade e lógica. Existe o movimento com o equilíbrio e depuração das formas. A cor é branca e pura.
De acordo com os conceitos de beleza platônicos, a análise é compatível com a que já foi feita anteriormente na imagem 1.
Na visão aristotélica, a roupa pode ser considerada bela, pois atende aos critérios de simetria, proporcionalidade e harmonia. Segundo o filósofo, a Beleza é uma propriedade particular do objeto.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Segmento Áureo e Características Estéticas Clássicas

Tabela com Valores Estéticos Clássicos (Segmento Áureo)


Formas
Normas\ Leis
Organização
Materiais
Cores
Textura
Perfeitas
Realismo
Equilíbrio
Bronze
Puras
Brilho natural
Proporcionais
Naturalismo
Movimento
Mármore branco
Realistas

Simétricas
Rigor matemático\ Geométrico
Harmonia
Cerâmica
Vibrantes

Linhas áureas
Racionalidade

Terracota


Retângulos áureos





Espiral áurea





Antropomorfismo







Referências Bibliográficas:

BARISON, Maria Bernadete. Proporção Áurea. Disponível em: <http://www.mat.uel.br/geometrica/php/pdf/dg_prop_%C3%A1urea.pdf>. Acesso em: 24 set. 2010.

UNICAMP. Razão Áurea. Disponível em: <http://www.ime.unicamp.br/~eliane/ma241/trabalhos/aureo.pdf>. Acesso em: 24 set. 2010.

VISCONTI, Leonardo. Geometria do Design: Estudos sobre proporção e composição da forma . Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/14037648/Leo-Visconti>. Acesso em: 24 set. 2010.

WIKIPÉDIA. Proporção áurea. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Propor%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1urea>. Acesso em: 24 set. 2010.

FERRAZ, Henrique. Sistemas de Proporções Matemáticas: A Proporção na Grécia Antiga. Disponível em: <http://cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_26/proporcao.html>. Acesso em: 24 set. 2010.

domingo, 26 de setembro de 2010

Resumo - Estética: Introdução Conceitual

Acesso em: 25/07/2010, às 15h30.
Extraído do livro didático: "Filosofando - Introdução à Filosofia", de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, Ed. Moderna, 1986, edição de 1989. Capítulo 37 - págs. 378 a 381.


No uso comum a palavra estética está relacionada com a beleza, com o que é agradável, sempre como adjetivo, qualidade.
No campo das artes e design, a palavra estética é usada como substantivo, elencando características formais da arte, de acordo com o período e com seu estilo.
A estética, mesmo na filosofia, tem a função principal de exprimir de modo sensível a beleza.
Etimologicamente a palavra estética vem do grego aisthesis – “faculdade de sentir”. Enquanto disciplina filosófica, a estética se relaciona com as teorias da criação e percepção artística.
A estética se depara com questões como “O que é belo?”.
Para Platão, o belo deve se aproximar do ideal universal, não estando vinculado às obras individuais.
O Classicismo funda a estética normativa, onde o objeto é que possui qualidades, independentemente da percepção subjetiva do seu observador.
Acirrando a polêmica, filósofos empiristas como David Hume, classificam a beleza de acordo com o gosto individual.
Segundo Kant, o belo é “aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente”. O Belo é uma qualidade atribuída ao objeto, de acordo com a nossa subjetividade.
Em seguida, Hegel afirma que o conceito de Belo é mutável, acompanhando a mutabilidade dos fatos históricos, da passagem do tempo.
Atualmente cada objeto singular estabelece seu próprio tipo de beleza, percebida pela experiência estética individual.

Após várias concepções do que seria feio, uma obra feia seria o resultado de falhas na sua execução, ou seja, uma obra mal feita e, por conseguinte não se classificaria como obra de arte.
A subjetividade em relação ao objeto estético tem que se preocupar com o conhecimento, com as particularidades do objeto em detrimento das preferências. O sujeito tem que estar disposto a compreender uma obra, independentemente de suas inclinações pessoais.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Resumo – Iniciação à Estética – Capítulo IV – Teoria Aristotélica da Beleza – Ariano Suassuna

SUASSUNA, Ariano. Teoria Aristotélica da Beleza. In: SUASSUNA, Ariano. Iniciação à Estética. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004. Cap. , p. 51-58.


Aristóteles abandona inteiramente o idealismo platônico, no que diz respeito à Beleza como em outros campos. Segundo o filósofo, a beleza de um objeto é decorrente de certa harmonia, ou ordenação, existente entre as partes desse objeto entre si e em relação ao todo.
O Belo exige características como, certa grandeza ou imponência, e, ao mesmo tempo, proporção e medida nessa grandeza, em resumo é necessário harmonia ou ordem, grandeza e proporção.
Os gregos identificavam a beleza com o Belo clássico, já Aristóteles mostra que a Beleza possui vários aspectos além do Belo. A fórmula que traça as fronteiras da Beleza é “a unidade na variedade”.





O mundo, vindo do caos e a luta constante entre esta visão de mundo e da vida, como uma batalha entre a harmonia idealizada e desejada e os destroços do caos ainda presentes são fundamentais no pensamento aristotélico.
Aristóteles admitia a desordem e a feiúra como elementos capazes de estimular a criação da Beleza através da Arte. Para ilustrar tal pensamento, o filósofo considera a Comédia como uma Arte do feio, mas mesmo assim a inclui no campo estético.

Diferentemente de Platão, que considerava a Beleza um empréstimo de uma luz superior, Aristóteles considera a Beleza como uma propriedade particular do objeto. Essa é a sua contribuição mais importante para definição da essência da Beleza, buscando uma objetividade do ponto de vista realista, recorrendo apenas ao próprio objeto para explicá-la.




Juntamente a essa definição objetiva da Beleza, o filósofo propõe que não é mais no objeto que ele estuda a Beleza, mas sim nas repercussões que ela desencadeia no espírito do contemplador. A Beleza é o objeto que agrada ao sujeito pelo simples fato de ser apreendido e fruído. O prazer estético decorre da apreensão, sem nenhum esforço, do objeto, pelo espírito do indivíduo.
O realismo não se confunde com nenhum pensamento reduzido ou estreito, pois ele revela a própria essência dos objetos. A realidade é detentora de verdades tão altas e nobres quanto o idealismo.
Em resumo, o pensamento platônico e o aristotélico são processos diferentes de definição da realidade íntima das coisas.